“Nada é. Tudo está.”

11/02/2011

Açúcar - Sônia Hirsch

O açúcar vai direto para o sangue e causa uma série de alterações físicas e mentais no consumidor.
O açúcar dá uma certa bobeira mental, cientificamente explicada pelo encontro da insulina com um aminoácido chamado triptofano que é rapidamente convertido no cérebro em serotonina, um tranqüilizante natural. Dá água com açúcar pra ela que passa". Ou não é?
Na Índia, alguns séculos antes de Cristo, os médicos usavam o açúcar como remédio. Foi só ali perto do ano 600 que os persas bolaram a rapadura, daí começou o tráfico. Na Europa não tinha açúcar, era importado e custava muito caro e só os nobres podiam comprar:
Em 1532, Martin Afonso de Souza instalou em São Vicente o primeiro engenho de açúcar no Brasil, movido a escravos, é claro; Em 1665, a Inglaterra já importava 8 milhões de quilos por ano.
Nesse mesmo ano, a peste bubônica matou 30.000 pessoas em Londres, pessoas que tinham acesso ao açúcar, porque no campo,entre os pobres ninguém morreu.
Será que ninguém desconfiou da relação da nova doença e o espantoso consumo de açúcar? Já que o açúcar predispõe o corpo a infecções por causa da acidez exagerada que ele provoca.
 Por volta de 1600, as autoridades inglesas, sabendo que o açúcar boa coisa não era, proibiram severamente o uso deste para apressar a fermentação de cerveja,
EM 1792, os melhores cientistas da Europa fundaram uma sociedade anti-sacarina.
Em 1912, o Dr. Robert Boesler, dentista norte americano escrevia que "... a moderna fabricação do açúcar nos trouxe doenças inteiramente novas".
O açúcar comercial nada mais é do que um ácido cristalizado. No passado, com seu alto preço, só uma minoria nobre podia utilizá-lo, contudo, agora o seu altíssimo consumo está causando a degeneração nos seres humanos .

Mas... e o açúcar mascavo orgânico, o mel , também fazem mal???
Um exemplo bem simples para podermos entender:

Se chupar 3 paus de cana ingere aproximadamente 350 ml de um líquido contendo: água, sacarose, sais minerais, vitaminas, fibras, etc....  Seu pâncreas nem reclamou.
Se espremer o bagaço"garapa- 500 ml a 1 litro em 10 minutos.
Aí, o  Pâncreas começou a reclamar porque estava fazendo horas extras todos os dias e insulina no mano! Se ferver a garapa, da melado de cana, muito mais concentrado: 10 litros de garapa virou um copo de melado. "
Imaginando a proporção: 10 litros de garapa dentro de um copo ingeridos em 10 minutos.  Para agravar a situação, os persas bolaram a rapadura, ainda mais
concentrada, e logo após, as benditas refinações.
Surge então uma doença nova e mortal: a DIABETES MELLITUS que fazia as pessoas eliminarem açúcar pela urina, ou seja, vazarem pelo ladrão.
Inicia-se a era das novas doenças "a degeneração da raça humana", causada pelo mau uso do açúcar, que causa um STRESS absurdo no organismo e o pâncreas pára de produzir insulina.
Não bastando ainda, causa defeitos genéticos. Por exemplo: hoje, a cada 5 crianças que nascem, uma será diabética.

Hoje existem 7,5 milhões de diabéticos no Brasil. Morrem 300.000 por ano nos EUA.
Portanto, não importa se é açúcar orgânico, mascavo ou mel. O problema é a super concentração de açúcar que, quando ingerida, vai depressa demais para a corrente sangüínea, queimando todas as etapas da digestão, fazendo subir o nível da glicose no sangue, daí o pâncreas é obrigado a produzir uma quantidade extra de insulina. A insulina vai lá e abaixa o nível, aí dá vontade de comer mais açúcar. Sobe o nível e o pâncreas solta insulina, abaixa o nível...E assim por diante, até chegar uma hora em que o pâncreas não entende mais nada. Você come um bombom, seu pâncreas solta insulina para caixa inteira; é a HIPOGLICEMIA. Entre jovens e adultos, três a cada cinco tem a doença - estágio pré-diabético.
SERÁ VOCÊ O PRÓXIMO ??
Como se não bastasse tanto malefício, a acidez causada pela ingestão concentrada de açúcar predispõe o corpo à infecções (como a conjuntivite) e também à vírus e bactérias.

Informe-se, discuta, reflita, passe para frente, descubra soluções, alternativas, pesquise!

10/02/2011

Um Poema...


As águas claras batem nas escuras pedras, numa revolta límpida, clara, mansa e profunda, querendo num último e desesperado apelo conseguir fugir para sua tão sonhada liberdade.
Cada milímetro do rochedo é um novo desafio, uma amarra que a deixa cada vez mais distante de si mesma.
Rochedos molhados, respingados, escuros e úmidos, fixos como guardiões de um castelo, onde aprisionam a última e mais pura das criaturas, afugentam sua alma e calam sua fala, num último gesto em busca de socorro.
E eu lá, acima dos rochedos, assistindo todo aquele agonizante bailar, tão angustiante que o vento, num movimento brusco de libertar as águas, sopra meu rosto em movimentos sinuosos tomando meus cabelos no mesmo agonizante movimento da clara, límpida e triste água.
Num misto de desespero, violência e frustrados golpes do vento, as águas num movimento tétrico e com uma força, que mais parece um último suspiro para a liberdade, mais uma vez são barradas de voar ao encontro do vento, pelo imóvel e gélido rochedo.
O vento mais uma vez mostra sua força, uma força que corta amarras, refresca as angústias e carrega tristezas, limpando cada entranha de cada alma.
E eu lá, acima dos rochedos, admirando o bailar de cada onda, como se fosse a última dança entre as águas e o vento, um amor que vem de longe, ao socorro de sua amada, numa força austera, gritante e de dor infinita.
Então me pergunto de onde vem tanta força, tanta garra, tanta vontade, seria do sofrimento das águas ou do amor do vento, de onde vem tanta força, tanta resistência, tanta persistência, o que faz com que a desistência e o cansaço não existam em momento tão conflitante...
Passam-se horas, anos e eras e a batalha entre as águas e os rochedos impedem com que o vento, em seu amoroso frescor, permaneça naquele angustiante cenário e os ventos vão, em busca de forças para retomar a batalha, forças encontradas no frescor da floresta, sua Mãe Maior, e no calor da energia dos raios do sol, seu Pai e seu Mestre... e no seu retorno, encontra seu transtorno em torno das águas na fortaleza dos rochedos...

E eu lá... acima dos rochedos...

09/02/2011

O sábio só muda a si mesmo

A tomada de consciência de quem somos é o maior passo para nossa evolução. Na maior parte da nossa vida nos reconfortamos em tentar mudar os outros ou em acharmos soluções para os problemas alheios, raramente nos preocupamos em identificar, em nós mesmos, o problema que reconhecemos em alguém. A meditação do sorriso nos ensina a reciclar as emoções negativas, tornado-as virtudes, isto gera uma grande fonte de energia para o nosso corpo, mente e espírito. Para complementar este aprendizado, podemos buscar nos ensinamentos do TAO a conexão com os cinco sentidos, utilizando a respiração. Há um exercício de Chi Kung que auxilia neste aprendizado. Fique em pé com os pés abertos na mesma distância dos ombros, inspire profundamente no abdômen, fechando os olhos. Absorva os seus sentidos: Visão, Olfato, Paladar, Tato e finalmente a Audição, relaxe a sua respiração, sorria e leve a sua atenção para o centro do corpo, para o nível do umbigo. Balance o corpo suavemente, inspire enquanto balança para frente, colocando o peso do corpo sobre a frente da sola dos pés, e expire enquanto balança para trás, colocando o peso do corpo no calcanhar. Quando inspirar, levante os braços levemente para cima, como se estivesse imitando as ondas. Quando expirar, deixe seus braços caírem suavemente. Suas mãos não tocam no corpo neste exercício, mas você pode imaginar as palmas das mãos pulsando e criando uma bola de energia que irradia de seu umbigo. Assim que sentir a sensação de onda crescendo, sinta-a penetrando profundamente em seu corpo, na dimensão interna do corpo, e pulsando novamente de volta para fora do corpo. Sinta esta onda se expandindo para fora, para além de seu corpo, para tão longe quanto consiga ainda sentir a sua pulsação. Pratique o tanto que quiser e se sentir bem. Você vai se sentir muito relaxado, energizado e em paz com este exercício. Quando terminar, cubra seu umbigo com as mãos e preste atenção na vibração sutil e na sensação morna pulsante da energia fluindo em seu corpo. Quem tem energia, força de vontade e sabedoria não muda o universo, nem o mundo, tampouco os outros, o ser sábio só reconhece o que precisa mudar em si mesmo.

Jairo Muller Mestre jairomuler@hotmail.com
Chi Kung (yôga chinesa), Tai chi, Rei ki, Chi Nei Tsang
Centro Flor de Lótus Fone: 51-3228.8475

07/02/2011

Receita de Dona Cacilda

 
Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.

E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução. 
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela. 
Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho. 
- Ah, eu adoro essas cortinas...
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto.... Espera um pouco... 
- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.
Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem...
Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem. 
- Simples assim? 
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em conseqüência, os sentimentos. 
Calmamente ela continuou: 
- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica. 

Depois me pediu para anotar: 


Como manter-se jovem:
1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura. 

Deixe que os médicos se preocupem com isso.  

2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo. 
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!) 

3. Aprenda sempre: 
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso. 
'Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão.' E o nome do Alemão é Alzheimer! 

4. Aprecie mais as pequenas coisas 

5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. 
E se tiver um amigo que o faça rir, 
 passe muito e muito tempo com ele / ela!

6. Quando as lágrimas aparecerem 
Aguente, sofra e ultrapasse. 
A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida 
somos nós próprios. 
VIVA enquanto estiver vivo. 

7. Rodeie-se das coisas que ama: 
Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, 
o que quer que seja. 
O seu lar é o seu refugio. 

8. Tome cuidado com a sua saúde: 
Se é boa, mantenha-a. 
Se é instável, melhore-a. 
Se não consegue melhora-la , procure ajuda. 

9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, 
   mas NÃO para onde  haja culpa 

10. Diga às pessoas que as ama a cada oportunidade. 

A ALIMENTAÇÃO NA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA: PREVENIR É MAIS FÁCIL QUE CURAR



Dra. Rita Maria Chaves de Córdova*

         Nos nossos tempos, vem se desenvolvendo gradativamente na sociedade humana, a consciência da importância da alimentação como processo de manutenção da saúde. Embora, a alimentação esteja ainda, fortemente pautada no “prazer de comer”, as pessoas já tem pelo menos uma noção, à guisa de informações ventiladas pelos meios de comunicação de massa, de doenças que podem se desenvolver  através de uma habitual alimentação desregrada.
 Mas, o que é uma alimentação equilibrada? Qual a melhor dieta, de tantas e tão variadas em concepção e regras? O que significa uma “alimentação correta”? Existe uma dieta que serve para manter a saúde de todas as pessoas?
          A impressão que temos é que basta mantermos os níveis sanguíneos corretos de colesterol, triglicérides, glicose e outras substâncias relacionadas à alimentação para a conquista da saúde perfeita. Na mesma linha de pensamento, o consumo do número ideal de calorias, bastaria para manter a forma perfeita. Mas, quem já se aventurou por esse caminho espinhoso ä procura da alimentação ideal, sabe que os resultados não são tão matemáticos como prometem e que cada um de nós tem hábitos alimentares cultivados desde a infância e que, via de regra, não foram adquiridos visando a saúde, simplesmente. Por outro lado, vivemos numa época conturbada, onde o estresse psíquico e físico é uma constante, na luta pela sobrevivência e pela conquista de bens de consumo e qualidade de vida, gerando grande ansiedade, considerada hoje, como uma das principais causas da obesidade. É um grande paradoxo, que na busca pela “qualidade de vida” a vida vá passando... Sem qualidade alguma. A pergunta que fica é: Qual é a dieta ideal?
           Infelizmente, não existe! Não existe uma dieta ideal para todas as pessoas. Existe sim, uma forma de se alimentar individual, que varia conforme as características constitucionais de cada pessoa, seus possíveis desequilíbrios físicos e psíquicos, seu estilo de vida e as variações de clima a que está submetida. É o que nos diz a Medicina Tradicional Chinesa.
Diferentemente de nós ocidentais, que apoiados na lógica do pensamento cartesiano, nos voltamos para o conhecimento profundo dos processos de adoecimento do organismo, visando a descoberta de meios eficazes de combater as doenças, os orientais, baseando-se na observação da natureza dos processos cósmicos e do ser humano, preocuparam-se em descobrir formas de os organismos preservarem a harmonia e o equilíbrio, conservando assim, a saúde.
Desta forma, toda filosofia e conhecimento médicos orientais visam, em primeiro plano, a manutenção da saúde e depois, o tratamento dos desequilíbrios conforme a evolução do processo de adoecer.
         Dentro deste contexto de pensamento, presume-se que há mais ou menos quatro mil anos, começou a desenvolver-se a Medicina Tradicional Chinesa. O pensamento chinês – “esperar ter sede para cavar um poço, pode ser muito tarde”- reflete toda a visão preventiva desta medicina, sob todos os aspectos.
         Esta prevenção baseia-se na alimentação, em técnicas de aprimoramento da respiração, em exercícios físicos regulares, na utilização de ervas medicinais e no desenvolvimento de um trabalho interior, para pacificar as emoções e levar ao autoconhecimento.
         Estes pressupostos foram calcados em estudos profundos sobre a individualidade dos organismos, com suas características hereditárias, biótipos, propensões a desenvolver determinados comportamentos e hábitos, fragilidades constitucionais e aporte energético, a par de investigações sobre a qualidade e a quantidade de alimentos adequada a cada um. Criou-se dessa forma, a Dietética da Medicina Tradicional Chinesa, como um sistema não só de prevenção, mas também curativo, pois o conhecimento detalhado sobre os efeitos dos variados grupos alimentares na fisiologia humana, permite que a alimentação seja um recurso complementar a quaisquer outras técnicas de tratamento, ou mesmo, a terapia principal, como nos casos em que indivíduos necessitem mudar hábitos alimentares para permanecerem sadios.
           A Alimentação, verdadeira fonte da energia adquirida, é formada dos nutrientes e da essência que formam e põem em atividade todas as estruturas orgânicas. O recém nascido pesa em torno de 3000g e o adulto, em torno de 80000g. Foi por meio dos alimentos de origem celeste e terrestre, que foi incorporada toda essa matéria, de modo que, a alimentação é o fator que propicia a formação do corpo físico e da energia necessária para manter o dinamismo da forma.
          A relação interdependente e complementar da energia e da matéria é o meio indissolúvel de se manter a vida. O tipo, a qualidade, a quantidade e o horário da alimentação podem nos condicionar um corpo físico e energético adequado ou inadequado para nossas atividades, mantendo um organismo sadio ou cada vez mais propenso, precocemente, a originar um processo de adoecimento que pode assumir proporções crônicas e evolutivas.
           É importante lembrar, que somos literalmente, o que comemos, uma vez que o alimento ingerido vai se transformar em nutrientes que incorporados ao sangue circularão por todo o organismo abastecendo todos os sistemas e transformando-se em tecidos e energia. Daí a importância do sistema alimentar da Medicina Chinesa, uma vez que permite a cada um alimentar-se seguindo a sua natureza individual e única.
                   A concepção filosófica na qual se apóia a Medicina Tradicional Chinesa se baseia em três premissas básicas: a Teoria do Yang-Yin (condição primordial e essencial para a gênese de todos os fenômenos naturais), a Teoria dos Cinco Movimentos (água, madeira, fogo, terra e metal) e a Teoria dos Zang Fu (órgãos e vísceras).
         Yang e Yin sãos os dois aspectos essenciais e específicos que compõe tudo que existe no Universo. O Yang representa todos os aspectos que se caracterizam por atividade, calor, movimento, claridade, força, expansão e polaridade positiva. Também o homem é representado como Yang. O Yin representa o oposto do Yang, ou seja, os aspectos que se caracterizam por repouso, frio, inatividade, escuro, implosão, retração e polaridade negativa. Também a mulher é representada como Yin. Assim Sol e Homem são Yang. Terra e Mulher são Yin.
         A Teoria dos Cinco Movimentos baseia-se na observação da especificidade e evolução dos fenômenos naturais.  Assim, o movimento Água representa os fenômenos naturais que se caracterizam por retração, profundidade, frio, declínio, queda e eliminação. O movimento Madeira representa os aspectos de crescimento,  movimento, florescimento e síntese. O movimento Fogo representa todos os fenômenos naturais que se caracterizam por ascensão, desenvolvimento, expansão e atividade. O movimento Terra representa os fenômenos naturais que se traduzem por transformação e mudança. O movimento Metal caracteriza os processos naturais de purificação, seleção, análise e limpeza. Existe um intercâmbio e uma transformação contínua de um movimento para outro, regulando o ciclo vital de todos os organismos.
         A  Teoria dos Zang Fu ( Zang = órgão, Fu = víscera) mostra a concepção da Medicina Chinesa sobre os órgãos internos. Consideram-se três aspectos distintos: o energético, o funcional e o orgânico. O aspecto energético é o estudo das interações energéticas do Yang e do Yin e seu impacto sobre o organismo e o meio. Os níveis funcional e orgânico, inseparáveis do aspecto energético, tratam da fisiologia e anatomia.
         Estas três premissas básicas (Yang-Yin, cinco movimentos e Zang Fu) norteiam todos os recursos de avaliação, diagnóstico e tratamento da Medicina Tradicional Chinesa.
          Neste contexto, a alimentação também se baseia nestes princípios. Já na avaliação, caracteriza-se os biótipos pelas qualidades constitucionais mais Yang ou mais Yin dos indivíduos, já definindo, por exemplo, que as necessidades alimentares do organismo masculino (Yang) são diferentes das do organismo feminino (Yin). Como Yang ou Yin e distribuídos nos cinco movimentos, também são classificados os alimentos e distribuídos na dieta de forma individual.
          Na Teoria dos Cinco Movimentos estão representadas as estações do ano, com seus diferentes climas e influências tanto na produção de alimentos quanto na fisiologia humana (ciclo circadiano), dotando organismos e alimentos de determinadas qualidades e influenciando os ritmos orgânicos. Por exemplo, alimentos de Terra, como o arroz, têm sabor doce e ajudam a criar fluídos orgânicos e a tonificar o organismo. Mas, não só de arroz vive o homem, e, portanto estuda-se também a interação do sabor doce com os demais sabores e sua influência na formação da energia nutritiva que abastece o organismo.
          Na Teoria dos Zang Fu estuda-se de forma profunda e detalhada a fisiologia energética, os possíveis desequilíbrios e a influência dos cinco sabores (salgado, azedo, amargo, doce e picante) sobre os órgãos internos, se obtendo assim uma visão do organismo como um todo e a repercussão do processo nutricional sobre o mesmo.
         Estudar essas relações constitui o supra sumo da Medicina Tradicional Chinesa em sua visão verdadeiramente holística do Universo, que coloca o ser humano  inserido no contexto do meio natural, sofrendo todas as suas influências e sendo um dos seus agentes influenciadores. Baseando suas premissas na indissolubilidade dos laços entre homem e universo, a Medicina Chinesa nos conduz a explorar a vida e a saúde em todas as suas potencialidades e a reconhecer a doença como um processo de desequilibro.
         Estes conceitos estão em uníssono com as mais modernas teorias da Física Quântica, da Ecologia e de todo aparato intelectual da ciência e filosofia ocidentais, que passam hoje a lançar novas luzes sobre o desenvolvimento da medicina no Ocidente. O resgate de sabedoria destes conceitos tão antigos vem a somar conhecimento e ser de extrema importância, na arte de propiciar e manter a saúde dos indivíduos e do planeta.

Dicas para unir ao bem-estar os cuidados com a memória

Lembre-se:

Alimentação: a dieta balanceada, em quantidades e horários adequados, é fundamental para a saúde física, emocional e intelectual. Por isso, comer bem é o primeiro passo para atingir o bem-estar do corpo e da mente.

Brincadeiras: Jogos de memorização, agilidade mental ou estratégias exigem bastante do cérebro. E isso faz bem. O desafio e a recompensa devem estar sempre presentes nessas atividades. Você pode até inventar seu próprio jogo. Ex. decorar receitas, ambientes etc.

Lazer: Os hobbies são ótimos aliados do bem-estar mental. Tanto os que exigem habiliade com as mãos, como cozinhar, pintar e bordar, artesanato, jardim, quanto aqueles que mexem com a mente, como ler livros, ir ao teatro. Portanto, abuse das atividades lúdicas e criativas nas horas de folga.

Novidades: O trabalho intelectual é imprescindível para quem quer manter a memória ativa. A idéia de aprender coisas novas todos os dias e sentir prazer nisso. Pode ser um idioma diferente, hábitos culturais de um determinado país ou técnicas de artesanato.

Exercícios: Fazer atividade física, além de aliviar o estresse, favorece a concentração, a atenção e a compreensão. Ou seja, quem faz exercício tem mais chance de sucesso durante qualquer processo de aprendizado. Intercale alongamento, relaxamento, força contra a gravidade e movimentos aeróbicos.

Sono: Dormir bem é a melhor dica para quem busca saúde para o cérebro. É nesta hora que ele processa todas as informações que colheu durante o dia. Também é uma oportunidade de descanso, afinal ele funciona numa espécie de piloto automático durante o sono, cmo o resto do corpo. O ideal é dormir de seis a oito horas ininterruptas por noite.

ESQUEÇA:

AUTOMEDICAÇÃO: medicamentos podem comprometer funções cerebrais, principalmente aqueles que agem no sistema nervoso central, como os ansiolíticos. Portanto, só use medicamentos com supervisão de seu médico.

DROGAS: Os entorpecentes tem um efeito devastador na mente de seus usuários. No caso de dependência química, as lesões podem ser irreversíveis. Isso vale tanto para o álcool como para as drogas ilícitas.

DEPRESSÃO: A doença leva a um estado de apatia e prostração. Sem estímulo e desencorajado, nosso cérebro também perde vitalidade. A falta de prazer e sentido na vida agrava a situação. É fundamental estar atento , saber reconhecer e tratar a depressão com profissionais qualificados.
 
ESTRESSE : A vida moderna impõe freqüentes situações que levam ao estado de estresse. O problema é que nem sempre extravasamos a adrenalina acumulada no trabalho, no trânsito ou em casa. Esta ansiedade, com o passar do tempo, pode causar prejuízos às funções cognitivas.

SEDENTARISMO: A falta de exercícios físicos regulares prejudica o metabolismo do corpo. Além de predispor a doenças como hipertensão, diabetes, colesterol etc. Pode atrapalhar também o aprendizado.

RONCO: Mesmo sem perceber, muita gente acorda várias vezes a noite com seu próprio ronco. Esse processo regular de interrupção do sono pode comprometer o armazenamento das informações colhidas durante o dia. Assim, quem sofre desse problema deve procurar ajuda profissional.

Contribuição: Ana Alvarez, pesquisadora com tese de doutorado em Ciências pela faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSC) das áreas de atenção, audição e memória.

02/02/2011

ORAÇÃO DE IEMANJÁ


Odoiá, Odoiá, Iemanjá
Rainha das Ondas, sereia do mar.
Como é belo seu canto, senhora!
Quem escuta chora, mãe das águas,
do oceano, soberana das águas.
Dê-me sucesso, progresso e vitória.
Abra meus caminhos no amor e cuide de mim.
Que as águas sagradas do oceano lavem minha alma e meu ser.
Abençõe, mãe, minha família e meus amigos.
Permita que o amor seja  nossa maior fonte de energia.
Sou suas águas, suas ondas, e a senhora cuida dos meus caminhos.
Iemanjá, em seu poder eu confio. 

01/02/2011

A SAÚDE E AS EMOÇÕES


Entrevista com o Dr. Jorge Carvajal, médico cirurgião da Universidade de  Andaluzia, Espanha, pioneiro da Medicina Bioenergética:
                                                                                                              
1. Há emoções prejudiciais à saúde? Quais são as que mais nos prejudicam?                                     
70 por cento das enfermidades do ser humano vêm do campo da consciência  emocional. As doenças muitas vezes procedem de emoções não  processadas, não expressadas, reprimidas. O medo, que é a ausência de amor, é a grande enfermidade, o denominador comum de boa parte das enfermidades que temos hoje. Quando o temor nos congela, afeta os rins, as  glândulas supra-renais, os ossos, a energia vital, e pode converter-se em  pânico.                                                                 

2. Então nos fazemos de fortes e descuidamos de nossa saúde?   
De heróis os cemitérios estão cheios. Tens que cuidar de ti. Tens teus limites, não vás além.   Temos que reconhecer quais são os teus limites e  superá-los, pois, se não os reconheceres, vais destruir teu corpo.        

3. Como é que a raiva nos afeta?                                           
A raiva é santa, é sagrada, é uma emoção positiva, porque te leva à    autoafirmação, à busca do teu território, a defender o que é teu, o que é  justo. Porém, quando a raiva se torna irritabilidade, agressividade,  ressentimento, ódio, ela se volta contra ti e afeta o fígado, a digestão, o sistema imunológico. 
                                               
4. Então a alegria, ao contrário, nos ajuda a permanecer saudáveis?    
A alegria é a mais bela das emoções, porque é a emoção da inocência, do  coração e é a mais curativa de todas, porque não é contrária a nenhuma  outra. Um pouquinho de tristeza com alegria escreve poemas. A alegria com medo leva-nos a contextualizar o medo e a não lhe darmos tanta  importância

5. A alegria acalma os ânimos?                                             
Sim, a alegria suaviza todas as outras emoções, porque nos permite  processá-las a partir da inocência. A alegria põe as outras emoções em   contrato com o coração e dá-lhes um sentido ascendente. Canaliza-as para  que cheguem ao mundo da mente.                                         

6.  E a tristeza? 
A tristeza é um sentimento que pode te levar à depressão quando te deixas envolver por ela e não a expressas, porém ela também pode te ajudar. A tristeza te leva a contatares contigo mesmo e a restaurares o controle  interno. Todas as emoções negativas têm seu próprio aspecto positivo.  Tornamo-las negativas quando as reprimimos. 

7. Convém aceitarmos essas emoções que consideramos negativas como parte de  nós mesmos?   
Como parte para transformá-las, ou seja, quando se aceitam, fluem, e já  não se estancam e podem se transmutar. Temos de as canalizar para que cheguem à cabeça a partir do coração. Que difícil!  Sim, é muito difícil.  Realmente as emoções básica são o amor e o medo (que é ausência de amor),  de modo que tudo que existe é amor, por excesso ou deficiência.  Construtivo ou destrutivo. Porque também existe o amor que se aferra, o amor que superprotege, o amor tóxico, destrutivo.                       

8.  Como prevenir a enfermidade?                                             
Somos co criadores, portanto creio que a melhor forma é criarmos saúde. E, se criarmos saúde, não teremos que prevenir nem combater a enfermidade,  porque seremos saúde.

9. E se aparecer a doença?                                                 
Teremos, pois, de aceitá-la, porque somos humanos. Krishnamurti também adoeceu de um câncer de pâncreas e ele não era alguém que levasse uma vida desregrada. Muita gente espiritualmente muito valiosa já adoeceu. Devemos  explicar isso para aqueles que crêem que adoecer é fracassar. O fracasso o êxito são dois mestres e nada mais. E, quando tu és o aprendiz, tens que aceitar e incorporar a lição da enfermidade em tua vida.  Cada vez mais as pessoas sofrem de ansiedade.  A ansiedade é um sentimento de vazio, que às vezes se torna um oco no estômago, uma sensação de falta de ar. É um vazio existencial que surge quando buscamos fora em vez de buscarmos dentro.   
Surge quando buscamos nos acontecimentos externos, quando buscamos muleta, apoios externos, quando não temos a solidez da busca interior.  Se não aceitarmos a solidão e não nos tornarmos nossa própria companhia, sentiremos esse vazio e tentaremos preenchê-lo com coisas e posses. Porém, como não pode ser preenchido de coisas, cada vez mais o vazio aumenta.                                                      

10. Então, o que podemos fazer para nos libertar dessa angústia?        
Não podemos fazer passar a angústia comendo chocolate ou com mais   calorias, ou buscando um príncipe azul fora. Só passa a angústia quando  entras em teu interior, te aceitas como és e te reconcilias contigo mesmo. A angústia vem de que não somos o que queremos ser, muito menos o que  somos, de modo que ficamos no deveria ser, e não somos nem uma coisa nem outra.   
O estresse é outro dos males de nossa época. O estresse vem da  competitividade, de que quero ser perfeito, quero ser melhor, quero ter uma aparência que não é minha, quero imitar.
E realmente só  podes competir quando decides ser um competidor de ti mesmo, ou seja,  quando queres ser único, original, autêntico e não uma fotocópia de  ninguém. O estresse destrutivo prejudica o sistema imunológico. Porém, um  bom estresse é uma maravilha, porque te permite estar alerta e desperto nas crises e poder aproveitá-las como oportunidades para emergir a um novo nível de consciência

11. O que nos recomendaria para nos sentirmos melhor com nós mesmos?  
A solidão.  Estar consigo mesmo todos os dias é maravilhoso.  Passar 20 minutos consigo mesmo é o começo da meditação, é estender uma ponte para a verdadeira saúde, é acender o altar interior, o ser interior. Minha recomendação é que a gente ponha o relógio para despertar 20 minutos antes, para não tomar o tempo de nossas ocupações. Se dedicares, não o tempo que te sobra, mas esses primeiros minutos da manhã, quando estás  rejuvenescido e descansado, para meditar, essa pausa vai te recarregar,  porque na pausa habita o potencial da alma. 

12. O que é para você a felicidade? 
É a essência da vida. É o próprio sentido da vida. Encarnamos para sermos  felizes, não para outra coisa. Porém, felicidade não é prazer, é  integridade. Quando todos os sentidos se consagram ao ser, podemos ser  felizes. Somos felizes:
·         quando cremos em nós mesmos, quando confiamos em   nós,
·         quando nos empenhamos transpessoalmente a um nível que transcende o  pequeno eu ou o pequeno ego. Somos felizes
·         quando temos um sentido que vai mais além da vida cotidiana,
·         quando não adiamos a vida,
·         quando não nos  alienamos de nós mesmos,
·         quando estamos em paz e a salvo com a vida e com  nossa consciência.

Viver o Presente.

13. É importante viver no presente? Como conseguir? 
Deixando ir-se o passado e não hipotecando a vida às expectativas do futuro; quando nos ancoramos no ser e não no ter. Eu digo que a felicidade  tem a ver com a realização, e esta com a capacidade de habitarmos a realidade.  E viver em realidade é sairmos do mundo da confusão.      

14.  Em sua opinião, estamos tão confusos assim?                             
Temos três ilusões enormes que nos confundem.
Primeiro cremos que somos um corpo e não uma alma , quando o corpo é o instrumento da vida e se acaba com a morte.
Segundo, cremos que o sentido da vida é o prazer, porém com  mais prazer não há mais felicidade, senão mais dependência. Prazer e felicidade não são o mesmo. Há que se consagrar o prazer à vida e não a  vida ao prazer.
Terceiro, é o poder; cremos ter o poder infinito  de viver.                                                 
  15. E do que realmente necessitamos para viver? Será de amor, por acaso?                
 O amor, tão trazido e tão levado, e tão caluniado, é uma força renovadora. O amor é magnífico porque cria coesão. No amor tudo está vivo, como um rio que se renova a si mesmo. No amor a gente sempre pode renovar-se, porque  ordena tudo. No amor não há usurpação, não há deslocamento, não há medo, não há ressentimento, porque quando tu te ordenas porque vives o amor,   cada coisa ocupa o seu lugar, e então se restaura a harmonia.
Agora, pela perspectiva humana, nós o assimilamos com a fraqueza, porém o amor não é  fraco. Enfraquece-nos quando entendemos que alguém a quem amamos não nos  ama. Há uma grande confusão na nossa cultura. Cremos que sofremos por amor, porém não é por amor, é por paixão, que é uma variação do apego.
O  que habitualmente chamamos de amor é uma droga. Tal qual se depende da cocaína, da maconha ou da morfina, também se depende da paixão. É uma   muleta para apoiar-se em vez de levar alguém no meu coração para libertá-lo e libertar-me. O verdadeiro amor tem uma essência fundamental  que é a liberdade, e sempre conduz à liberdade. Mas às vezes nos sentimos  atados a um amor.
Se o amor conduz à dependência é Eros. Eros é um  fósforo, e quando o acendes ele se consome rapidamente em dois minutos e  já te queimas o dedo. Há amores que são assim, pura chispa. Embora essa   chispa possa servir para acender a lenha do verdadeiro amor. Quando a lenha está acesa, produz fogo. Esse é o amor impessoal, que produz luz e  calor.                                                                    

16. Pode nos dar algum conselho para alcançarmos o amor verdadeiro?           
Somente a verdade. Confia na verdade; não tens que ser como a princesa dos sonhos do outro, não tens que ser nem mais nem menos do que és. Tens um direito sagrado, que é o direito de errar; tens outro, que é o direito de perdoar, porque o erro é teu mestre.
Ama-te, sê sincero contigo mesmo e leva-te em consideração. Se tu não te queres, não vais encontrar ninguém  que possa te querer.
Amor produz amor. Se te amas, vais encontrar amor. Se não, vazio. Porém nunca busques migalhas, isso é indigno de ti. A chave então é amar-se a si mesmo. E ao próximo como a ti mesmo. Se não te amas a ti, não amas a Deus, nem a teu filho, porque estás te apegando, estás   condicionando o outro. Aceita-te como és; não podemos transformar o que não aceitamos, e a vida é uma corrente permanente de transformações. 
Cordiais saudações.
                     
 FONTE: Entrevista com o Dr. Jorge Carvajal, médico cirurgião da Universidade de Andaluzia, Espanha, pioneiro da Medicina Bioenergética. 10 de março de 2009