“Nada é. Tudo está.”

17/08/2012

Nina e Jorginho, de ‘Avenida Brasil’, poderiam ser tratados com florais para supera traumas e ódio

Nina e Jorginho sofreram traumas na infância

Nina sofreu a perda do pai, foi jogada em um lixão e cultivou o ódio e o sentimento de vingança por seus agressores até à vida adulta. Jorginho também foi abandonado em um lixão e, após ser separado de Lucinda, a mulher que ele considerava como sua mãe, rejeitou a ‘mãe adotiva’, Carminha, tendo sua vida psicológica prejudicada. Os personagens da novela ‘Avenida Brasil’ bem que poderiam ser pessoas comuns, já que todas carregam traumas – em maior ou menor nível – e, em alguns casos, não conseguem superá-los.

Para combater os sentimentos ruins que levam às doenças, os Florais de Bach originais são bastante indicados. “Os Florais de Bach foram descobertos pelo médico inglês Edward Bach, que viu a cura por meio das essências retiradas das plantas como um método complementar ao tratamento tradicional. Apesar de não substituírem os tratamentos alopáticos, os Florais são extremamente eficazes sobre os sentimentos, fazendo com que haja a superação dos momentos negativos”, explica Maria Aparecida das Neves, terapeuta e educadora floral.

Aparecida mostra como os Florais de Bach poderiam ajudar em casos como o de Nina e Jorginho:

Nina
A necessidade de vingança está fazendo com que a moça perca todo o sentido da vida. Ela não se diverte, não desfruta do amor de Jorginho e não mede esforços para destruir seus oponentes. Para que Nina supere o desejo de vingança, o Floral de Bach indicado é Holly, que transforma os sentimentos negativos em amor universal, permitindo que a bondade seja uma característica mais forte que a vingança.
Já para o trauma do abandono na infância, o Floral de Bach indicado é Star of Bethlehem, capaz de cicatrizar as feridas deixadas pelo abandono. Esse floral traz consolo para a alma e ajuda a superar tal trauma.


Nina também vive presa ao passado, não se permitindo viver o presente e pensar num futuro melhor. Para tais sentimentos, o Floral de Bach indicado é Walnut, que a ajudará a cortar vínculos com esse passado ruim. Ela também poderá beneficiar-se de Honeysuckle, que permitirá que siga em frente e pense em seu presente e no futuro.

Jorginho
O rapaz também vive preso ao passado, não permitindo que sua vida evolua no presente. Para ele, os mesmos Florais de Bach indicados a Nina farão efeito: Walnut, que a ajudará a cortar vínculos com esse passado ruim; e Honeysuckle, que permitirá que siga em frente e pense em seu presente e no futuro.

Jorginho não aceita sua mãe porque sente muita raiva por ter sido enganado. Neste caso, é possível associar os Florais de Bach Holly e Pine, de maneira que ele desenvolva amor e perdão.

E para que ele não cometa os mesmos erros do passado – terminar e reatar o relacionamento com Débora, por exemplo – o Floral de Bach indicado é o Chestnut Bud, que valoriza o aprendizado vivenciado no dia a dia.

Os Florais de Bach

O médico inglês Edward Bach, na década de 30, descobriu um sistema universal de cura: os chamados Florais de Bach. A cura, neste caso, não era física, mas sim emocional, afinal, para ele a desordem dos sentimentos e emoções se refletia em malefícios no corpo – uma constatação, atualmente, muito fácil de entender.


Os Florais de Bach são 38 essências feitas a partir de plantas e florais, ‘gotinhas’ que ajudam as pessoas a administrar as pressões emocionais do dia-a-dia e as que surgem motivadas por alguma situação específica – perdas, traumas, etc. Com as emoções em ordem, é possível ter um corpo saudável, livre de qualquer mal. 

Bach identificou 38 estados negativos da mente como medo, incerteza, solidão e desalento, entre outros. Para cada estado de ânimo ele encontrou uma planta e criou uma essência floral para tratá-lo.

A chave para receitar as essências é justamente reconhecer como a pessoa está se sentindo e verificar qual essência corresponde com o estado de espírito descrito. É o passo mais importante para equilibrar as emoções. São muitos os relatos de pacientes que, ao tomarem floral, conseguiram controlar seus sentimentos e passaram a aproveitar melhor a vida. 

O sistema criado por Bach tem ainda outras vantagens: é totalmente natural, não é algo caro e não têm contraindicação. Esta forma de tratamento tem sido utilizada, cada vez mais, por terapeutas e pessoas comuns que buscam o equilíbrio com a ajuda de métodos naturais. 


13/08/2012

Cinco receitas de suco verde: descubra os benefícios

Suco verde é ótimo para o corpo.


 Se você deseja eliminar a prisão de ventre, melhorar a digestão, combater o envelhecimento precoce e de quebra perder peso, o suco verde é ótimo para o seu caso. Esses sucos são ricos em vitaminas, nutrientes e minerais: aminoácidos, oligoelementos, fitoquímicos e principalmente enzimas. Alguns deles possuem ação antioxidante que melhora a qualidade sanguínea e ajustam o metabolismo, proporcionando uma sensação de bem-estar.

Antes de começar a sugerir as receitas, a nutróloga Liliane Oppermann dá uma dica de fruta que combate o mau humor. “O abacate é uma fruta que age no sistema nervoso central fazendo a manutenção dos hormônios. É rica em vitamina B3 e beta-sistosterol que bloqueia as taxas de cortisol, hormônios do estresse, além de melhorar o humor”, diz ela. 

A alface é outro alimento benéfico que combate a irritação e um ótimo calmante, produzido pela substância lactucina. Veja 5 receitas de sucos verdes: 

SUCO A BASE DE COUVE
Rico em vitaminas, o suco de couve ajuda a combater as seguintes doenças: depressão, úlceras e até elimina as substâncias cancerígenas. Auxilia no bom funcionamento do intestino. Além disso, a couve é anti-inflamatória e cicatrizante.
Receita
Calorias: 40 calorias por copo

2 folhas de couve lisa
2 folhas de couve-de-bruxelas
1 rama de couve-flor
1 rama de brócolis
4 cenouras
1 maçã pequena (pode ser feito com outras frutas)
1 copo de suco de laranja
Bata no liquidificador e adoce com mel.

SUCO DE ESPINAFRE COM GENGIBRE
Aumenta o metabolismo facilitando na perda de peso.
Receita
Calorias: 25 cal por copo 

2 xícaras (chá) de espinafre
2 copos de pepinos cortados
1 cabeça de aipo
1 colher (chá) de gengibre
1 porção de salsa
2 maçãs cortadas
Suco de limão
Bata no liquidificador e adoce com mel

SUCO DE SALSINHA, CENOURA E FRUTAS
Possui efeito diurético e desintoxicante. O ideal é consumi-lo no período da manhã: dá energia e limpa o organismo. 
Calorias: 60 cal por copo 

2 fatias grossas de melancia
1 maço pequeno de salsinha
2 maçãs
2 talos de salsão com as folhas
3 talos de erva-doce (ou funcho)
1 cenoura
2 laranjas
2 folhas de couve
1 pepino inteiro
1 pêra
1 punhado de brotos de alfafa
Bata no liquidificador e adoce com mel

SUCO REGULADOR
Ideal para mulheres grávidas ou que já estejam amamentando. Ajuda na produção de leite. 
Receita
Calorias: 45 cal por copo 

1 cenoura
1 maçã descascada
2 talos de salsão
ramos de hortelã
suco de 1 limão
½ copo de água mineral.
Bata no liquidificador e adoce com mel

SUCO REJUVENESCEDOR
É antioxidante. Promove o rejuvenescimento, garantindo uma pele mais saudável. 
Receita
Calorias: 50 cal por copo 

½ xícara de manga cortada em cubos (pode ser mamão ou caqui também)
1 cenoura cortada em rodelas
½ maço de hortelã
suco de 1 limão médio 
Bata no liquidificador e adoce com mel


Todos os sucos são batidos no liquidificador. Também podem ser coados ou consumidos naturalmente com os gomos, peles e sementes.

Fonte: www.mdemulher.com.br

11/08/2012

Omega 3, 6, 9!

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Esses são os números que identificam os membros da família dos ômegas, gorduras que protegem o coração, combatem inflamações, afastam doenças e fortalecem os ossos
Quem deu as primeiras pistas sobre as qualidades do mais famoso ômega, ou seja, o 3, foram os esquimós e sua invejável saúde cardiovascular. Isso lá pelos idos de 1970, quando a equipe de um médico dinamarquês se aventurou pelas terras frias da Groenlândia para descobrir o porquê daquela população apresentar as artérias tinindo. E, para surpresa dos investigadores, todos os indícios apontaram para a mesa, ou melhor, para os peixes de águas gélidas, que são as melhores fontes da substância.

De lá para cá, a tal gordura passou a ser aclamada e pipocaram trabalhos sobre sua atuação. Um dos mais recentes acaba de ser publicado no periódico científico European Journal of Clinical Nutrition e foi realizado por pesquisadores do Fred Hutchinson Cancer Research Center, nos Estados Unidos. Eles avaliaram um grupo de 330 pessoas que também vivem em regiões de baixíssimas temperaturas e observaram que, além de o consumo de peixes ser bastante elevado, as taxas de triglicérides e de proteína C-reativa estavam adequadas. Uma ótima constatação, justamente porque quando os níveis dessa duplinha aparecem em excesso no organismo, há mais chances de lesões e inflamações nos vasos sanguíneos. “Existem muitos estudos que comprovam a ação antiinflamatória do ômega 3, diz o nutrólogo Celso Cukier, do Hospital São Luiz, na capital paulista. Se não bastasse a função de proteger o peito, há provas de que ele é capaz de afastar a resistência à insulina, um distúrbio que serve de estopim para o aparecimento do diabetes do tipo 2. “Essa gordura age nos receptores das células, o que facilita a entrada da glicose”, explica o médico.

E, se você pensa que as vantagens do lipídio – eis a alcunha adotada por alguns experts – param por aí, saiba que está enganado. Estudiosos afirmam que o ômega protege contra doenças degenerativas, como o Alzheimer, já que preserva estruturas cerebrais. Vale ressaltar ainda a atuação dessas boas gorduras contra a dolorosa artrite. Por tudo isso, já deu para ver que ele não pode ficar de fora do menu cotidiano, mas, e quanto aos outros membros da família? Seu primo menos famoso, o ômega 6, também precisa aparecer no prato. “Ele é importante para a formação de hormônios e age nas células de defesa”, exemplifica a nutricionista Karine Daud, da Equilibrium Consultoria em Nutrição e Bem-Estar, que fica em São Paulo. Entretanto, os especialistas sugerem uma pitada de cautela com a ingestão da substância. É que, ao contrário do parente festejado, essa gordura estimula a produção de substâncias inflamatórias. “A população, em geral, está consumindo pouco ômega 3 e muito ômega 6, e isso pode ser nocivo”, salienta a nutricionista Márcia Terra, da Nutri Insight Consultoria em Nutrição e membro da American Dietetic Association. O problema, como sempre, é o excesso de um lado e a escassez do outro.

O médico Luiz Alberto Fagundes, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e autor do livroÔmega 3 e 6: o equilíbrio dos ácidos gordurosos essenciais na prevenção de doenças (Editora Age), também chama atenção para a falta de harmonia entre as gorduras. “O que se vê são grandes desproporções a favor do ômega 6”, diz, sobre o membro da família presente, por exemplo, nas margarinas.

Foi justamente por conta de desajustes em relação ao consumo dos ômegas 3 e 6, que cientistas, pesquisadores e estudiosos do Columbus Paradigm Institute se reuniram e criaram o Conceito Columbus. A recomendação defendida pelo time de experts é de 1 grama de ômega 3 para cada grama de ômega 6, que representa a razão de 1:1 desses ácidos graxos, ou ainda, que até 25% do total de lipídios séricos (do sangue) sejam ácidos graxos ômega 6.

De acordo com informações  publicadas no último estatuto do Congresso Internacional da Sociedade de Nutrigenética e Nutrigenômica, essa meta evitaria males cada vez mais comuns, caso do câncer e da depressão. “Nas dietas, geralmente, a razão é de 1:6 do tipo 6 em relação ao outro”, comenta a nutricionista Maria Fernanda Cury, da Sociedade Brasileira Lipídios e Saúde e professora da Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo. Para Maria Fernanda, se a quantidade de ômega 6 caísse para, no máximo, 5 já seria uma bela mudança. Já o professor Luiz Alberto Fagundes propõe de 2 a 4 do ômega 6 para 1 do 3. Para facilitar, vale seguir a dica prática de Celso Cukier: “Aumente o consumo de peixes de águas frias e diminua, pra valer, a ingestão de óleos vegetais, como o de soja”, ensina. Cukier sugere a presença dos pescados ao menos 3 vezes por semana.

Outro segredo do nutrólogo é incluir o azeite de oliva extra-virgem no dia a dia. E, nesse caso, você vai aumentar a oferta de outro integrante do clã engordurado: o ômega 9. Um dos benefícios mais estudados em relação à tal substância é sua capacidade de reduzir os níveis de LDL, a fração ruim do colesterol. E, quanto menor o teor de LDL, menos chances de sobrarem moléculas da substância nefasta pela circulação. O coração vai bater mais feliz. Além disso, o ômega 9 aparece em pesquisas europeias como defensor contra a osteoporose.

Ah, mas antes de buscar a fonte de ômega que mais lhe agrada, vale um lembrete: não importa se ele é do tipo 3, 6 ou 9, para cada grama da substância somam-se 9 calorias. Assim, exagerar pode fazer disparar os ponteiros da balança. Por isso, o negócio é buscar o equilíbrio no prato.

SUTILEZAS DA AULA DE QUÍMICA
Na família dos lipídios, ou ácidos graxos, como preferem os especialistas, uma sutil alteração estrutural faz muita diferença e é capaz de interferir na atuação do nosso organismo. Para começar, os ômegas são parte de um grupo chamado de insaturado, que são gorduras mais fluidas.  A professora Maria Fernanda Cury explica que os números 3, 6 e 9 correspondem às posições das ligações de carbono encontradas na molécula engordurada. Ou seja, é química pura! E, se você não se lembra mais das aulas do tempo do colégio, veja como esses lipídios podem aparecer no seu cardápio:

ÔMEGA 3
Esse ácido graxo, que é do time poli-insaturado, aparece aos montes sob a alcunha de DHA ou EPA em peixes como o salmão e o atum. E você sabe por que eles acumulam essa gordura? Porque ela é líquida. Esses peixes não poderiam concentrar um tipo mais consistente, pois congelariam facilmente nas águas profundas e frias de seu habitat.
A linhaça também oferece o ômega 3, mas em uma versão chamada de ALA que é uma precursora da festejada substância.

ÔMEGA 6
Ele também faz parte das gorduras poli-insaturadas e aparece nas margarinas e nos óleos de soja, girassol e milho. E, embora seja importante para a boa imunidade, já que atua nas células de defesa, o ômega 6 tem ação pró-inflamatória, por isso mesmo é importante que seja consumido com moderação e em equilíbrio com o 3, dentro de um contexto saudável.
A recomendação dos nutricionistas é de até 10% do total de calorias diárias ou cerca de 22,2 gramas de poli-insaturadas (ômega 3 + ômega 6) para uma dieta de 2000 calorias.

ÔMEGA 9
Também chamado de ácido graxo monoinsaturado. Talvez o azeite seja o principal representante aqui, mas o gergelim, a amêndoa e a castanha do pará são boas fontes. Inúmeros estudos mostram que  o consumo desse tipo de gordura pode ajudar  a controlar os níveis de colesterol no sangue.
A recomendação é de até 20% das calorias diárias ou cerca de 44,4 gramas de gorduras monoinsaturadas para uma dieta de 2000 calorias.

CONCEITO COLUMBUS
Além de analisar diversas pesquisas científicas, os estudiosos que estipularam a dosagem do Columbus buscaram evidências em nossos antepassados. Há milhares e milhares de anos, a alimentação do homem era mais adequada, já que o cenário, obviamente, não contemplava a junk food. Sem contar que a turma daquele período era muito mais ativa e precisava correr atrás da comida. Assim, nossos genes se moldaram para o equilíbrio.
Hoje o que se vê é uma soma de sedentarismo com erros na dieta. De acordo com os pesquisadores do Conceito Columbus, os desajustes  em relação ao consumo de gorduras são um dos principais gatilhos para uma avalanche de doenças.  Por isso, eles pregam a volta dos hábitos antigos e do equilíbrio na proporção de ômegas como forma de reduzir a incidência de problemas degenerativos.

Fonte: http://www.revistaherbarium.com.br

Propólis | O extrato ficou mais poderoso

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Livre de álcool, o novo extrato ganhará aplicações que vão bem além do famoso spray para a garganta
Tudo o que é bom pode ser melhorado. Isso é o que devem ter pensado as pesquisadorasMiriam Hubinger e Beatriz Mello, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade de Campinas (Unicamp), ao desenvolverem um extrato de própolis verde quatro vezes mais concentrado e com quatro vezes mais substâncias benéficas, comoflavonoides e compostos fenólicos. Para quem não sabe, essas duas substâncias são aplaudidas por sua longa lista de propriedades anti (antibacteriana, antioxidante, antisséptica…).

O novo extrato ganhará aplicações que vão bem além do famoso spray para a garganta. Isso porque contém menos solvente – o álcool costuma ser o mais utilizado na preparação dos extratos. “As indústrias farmacêutica, cosmética e de alimentos têm interesse em agregar os benefícios da própolis a seus produtos, mas não podiam fazer isso devido à presença do solvente, que pode reagir com a formulação”, explica Beatriz Mello.

Para retirar o componente indesejado, foi utilizado um processo chamado nanofiltração por membrana. É como se a própolis tivesse sido passada por um coador com poros mil vezes menores do que o do papel usado para fazer café. Por esse método, dá para concentrar ainda mais o extrato, dependendo da necessidade.
Agora é uma questão de tempo para a novidade ser agregada a antibióticos, desinfetantes ou até aqueles creminhos que a mulherada não vive sem.

CURIOSIDADES

  • A composição da própolis, que inclui mais de 200 substâncias, depende da espécie vegetal de onde as abelhas fizeram a coleta. A própolis verde, utilizada na pesquisa da Unicamp, é a produzida a partir da flora da região Sudeste, especialmente da Baccharis dracunculifolia (alecrim-do-campo).
  • Além de trabalhadeiras e supeorganizadas, as abelhas também são bichinhos sabidos. Para proteger a colmeia de fungos e bactérias, elas cobrem a entrada de sua “cidade” com a resina que coletam das flores. Por isso, o gregos batizaram a substância de pro (em defesa) polis (cidade).
  • A própolis pode ser usada para produção de alimentos funcionais ou como conservante natural. No Brasil, ela ainda não é aproveitada com essa finalidade, mas no Japão a indústria alimentícia inclui a própolis como ingrediente na produção de balas e chocolates.

Fito-hormônio

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As plantas medicinais são amigonas da saúde da mulher - principalmente as que têm os chamados fito-hormônios, grandes aliados na menopausa e na TPM
No começo dos anos 2000, um grande estudo americano sobre a Terapia de Reposição Hormonal – o maior já feito – teve de ser interrompido quando os pesquisadores, ao analisar dados preliminares, começaram a se dar conta de que os riscos da terapia para asaúde da mulher poderiam ser maiores do que os benefícios. Se por um lado o reforço deestrógeno e progesterona era importante fator de proteção contra infarto e osteroporose na fase pós-menopausa, por outro, aumentava a chance de derrames, demência e câncer de mama. Com esses resultados em mãos, os cientistas foram claros: a reposição hormonal deveria ser feita na menor dose possível e por um período de tempo curto.

A notícia repercutiu com força em todo o mundo – e a partir daí a busca por uma alternativa virou prioridade. A comunidade científica começou a se debruçar mais sobre uma opção já conhecida, mas pouco investigada: os fito-hormônios. “Trata-se de substâncias obtidas de plantas e que atuam de forma muito semelhante aos hormônios”, explica a ginecologistaCeci Lopes, presidente da Associação Médica Brasileira de Fitomedicina (Sobrafito). “Alguns imitam a ação de estrogênios, que são hormônios femininos, e podem ser obtidos mais frequentemente da soja ou da cimicífuga.”

Essa ação estrogênica foi detectada em plantas pela primeira vez na década de 20. Nos anos 1970 haviam sido classificadas centenas de espécies com ação hormonal. Hoje, elas já são milhares. Das várias substâncias que agem como fitoestrógenos, as mais estudadas e que mostram maior ação terapêutica são as isoflavonas, encontradas na soja e seus derivados. Mas existem também as lignanas (presentes na linhaça), os flavonoides (contidos em frutas e legumes) e os cumestranos (broto de feijão e alfafa).

“Alguns fito-hormônios, como os da cimicífuga, atuam em receptores diferentes dos hormônios sintéticos e não interferem na produção ou aceleração de processos cancerígenos”, diz a ginecologista Lúcia Hime, professora da Universidade Santo Amaro, em São Paulo. Mas, afinal, quem é essa tal de cimicífuga? A espécie – cujo nome científico éCimicifuga racemosa – contém fitoestrógenos que agem de forma a reduzir os níveis dohormônio luteinizante, o LH, responsável por sintomas como as irritantes ondas de calor. Os medicamentos derivados da planta foram aprovados pelo Ministério da Saúde da Alemanha como principais fitoterápicos para tratar os sintomas da menopausa.

Embora cheios de vantagens, os fito-hormônios podem não ser para todas. “Eles costumam ter menos efeitos adversos e podem ser utilizados pela maioria das mulheres que têm contraindicação para o uso de hormônios, mas nem sempre são tão eficazes quanto esses hormônios e, portanto, são mais satisfatórios para quem tem sintomas moderados”, observa a ginecologista Ceci Lopes, da Sobrafito.

Mas não são só as mulheres na menopausa que desfrutam dos benefícios dessas substâncias. Os fi to-hormônios também podem ser aliados contra a TPM que, até alguns anos atrás, era tratada apenas com medicamentos convencionais, como analgésicos e contraceptivos. Como nem sempre esses recursos correspondem às expectativas, e ainda acabam deixando para trás diversos efeitos colaterais, hoje os tratamentos naturais estão sendo incorporados ao arsenal de opções para domar essa dona encrenca. E, no caso da TPM, as plantas medicinais têm mais do que fito- hormônios a oferecer.
Um exemplo é o óleo de borragem (Borrago officinalis), que contém um ácido graxo importantíssimo: o ácido gamalinolênico, ou GLA. Ele não é fabricado pelo organismo, ou seja, precisa ser ingerido, e sua deficiência tem sido apontada por estudiosos como uma das causas de alguns dos sintomas físicos da TPM. Com seus poderes antiinflamatórios e antiinchaços, o GLA age diretamente na causa dos males, em vez de apenas atacar os sintomas. O óleo de borrage também pode ser indicado para dor nas mamas. Outro que pode dar uma força é o óleo de Prímula (Oenothera biennis), pois também contém o GLA.

Como se vê, as plantas medicinais são super amigas da saúde da mulher. Porém, nunca é demais lembrar: antes de consumir qualquer medicamento, converse com seu médico para informar-se sobre contraindicações e interação com outros remédios.

Onde estão os Fito-hormônios
Várias plantas medicinais contêm substâncias que imitam o estrógeno e a progesterona e, por isso, podem ser aliadas contra a TPM e alternativa à Terapia de Reposição Hormonal tradicional. Mas seu uso deve seguir orientação médica.

1 Alcaçuz ou Licorice (Glycyrrhiza glabra)
Seu efeito antiinflamatório e cicatrizante explica o uso no tratamento de úlceras gástricas e eczema. Mas a cor amarela das raízes denuncia a presença de isoflavonas. Pode ser consumido como pó, infusão, extrato seco, xarope ou tintura. Em altas doses provoca retenção de líquidos, aumento de pressão sanguínea e dores de cabeça. É contraindicado para grávidas, hipertensos e portadores de doenças renais.

2 Cimicifuga (Cimicifuga racemosa)
Dois fitoestrógenos (isoflavona e deoxiacteína) agem conjuntamente para tratar sintomas doclimatério, como secura vaginal e calores, além de males associados à TPM, como depressão e dor de cabeça. Vem na forma de comprimidos. É contraindicada para pacientes com história de tumor endometrial, na gravidez, na amamentação e para alérgicos ao ácido acetilsalicílico (Aspirina).

3 Dong Quai (Angelica sinensis)
Contém vasodilatadores que ajudam no alívio da pressão arterial e, por tabela, da dor. Por isso, é indicado contra cólicas menstruais. Traz substâncias que atuam como o estrógeno e a progesterona, ajudando a amenizar os fogachos e a secura vaginal na menopausa. O extrato seco padronizado deve conter 1% de ligustilide, o princípio ativo mais importante. É contraindicado para quem sofre de úlceras no estômago, toma anticoagulantes e para grávidas.

4 Yam mexicano (Discorea villosa)
Contém substâncias que imitam a progesterona e o estrógeno. É indicado como coadjuvante para TPM, climatério e na prevenção da osteoporose. Está disponível na forma de extrato seco, creme ou gel padronizados. Deve ser utilizado com cuidado por pacientes submetidos à Terapia de Reposição Hormonal, que usam contraceptivos orais e com histórico de trombose e derrame.

5 Linhaça (Linum usitatissimun)
É rica em lignanas, substâncias que fazem as vezes do estrógeno. Um estudo feito naUniversidade de Toronto, no Canadá, mostrou relação entre as lignana e a redução de tumores de mama. Disponível na forma de cápsulas gelatinosas. Não há evidências de efeitos colaterais na literatura médica.

6 Trevo vermelho (Trifolium pratense)
A presença de quatro tipos de isoflavonas explica a indicação do trevo para aliviar os fogachos da menopausa e prevenir a osteoporose. O extrato padronizado contém 40 mg de isoflavonas. É contraindicado na gravidez e lactação e para quem toma medicamentos anticoagulantes.

7 Soja (Glycine max)
Graças às isoflavonas, substâncias semelhantes ao estrógeno, pode ser utilizada como alternativa à Terapia de Reposição Hormonal. Pode ser ingerida na forma de proteína, leite ou tofu, mas, para chegar à dose recomendada de 45 mg diárias, é mais prático consumir a farinha: duas colheres de sopa, duas vezes ao dia, misturadas no leite ou iogurte.

8 Vitex (Vitex agnus castus)
Tem estrutura semelhante à da vitamina E, que é indicada para aliviar inchaço e dor nos seios durante a TPM. Aumenta os níveis de progesterona, que por sua vez reduz a produção do hormônio folículo estimulante, responsável pelas ondas de calor. Coceira e urticária são os possíveis efeitos colaterais. É contraindicado na gravidez e para quem faz a Terapia de Reposição Hormonal tradicional.

RAIZ E FLORES

1 Prímula (Oenothera biennis)
As sementes contêm ácido gamalinolênico, conhecido por seu efeito antiinflamatório. A defi ciência desse nutriente é associada a sintomas da TPM, como inchaço e dor nos seios. É contraindicada na gravidez, na amamentação e para quem tem histórico de epilepsia.

2 Gengibre (Zingiber offi cinale)
O uso popular consagrou o gengibre como remédio para náuseas e vômitos – inclusive no caso dos enjoos das grávidas. Estudos feitos em mulheres grávidas sugerem que 1 grama de gengibre ao dia é eficaz contra o enjoo. O uso por até quatro dias não apresenta efeitos colaterais.

3 Camomila (Matricaria recutita)
Ajuda a aliviar sintomas de vulvovaginites (candidíase é um exemplo), como irritação e coceira. A recomendação médica é lavar a região irritada com chá de camomila várias vezes ao dia.

4 Borragem (Borrago officinalis)
Também é aliada contra a TPM, já que é outra planta riquíssima em ácido gamalinolênico. Disponível em cápsulas gelatinosas. Portadores de epilepsia ou esquizofrenia não devem fazer uso do medicamento.

Menos gordura | Salve, sálvia

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Além de antioxidantes, ela tem substâncias que inibem a absorção das gorduras pelo organismo e, assim, protegem as artérias
Já ouviu falar em hiperlipidemia? Ela acontece quando as concentrações de gorduras no sangue estão nas alturas. Um problemão que contribui para doenças cardiovasculares, como derrame e infarto. Mas um estudo publicado na revista Phytotherapy Research descobriu que a Salvia officinalis, muito usada como digestivo, não só diminui a concentração de colesterol total e triglicérides no sangue como ainda aumenta o HDL, o bom colesterol – e sem causar efeitos colaterais. Segundo os estudiosos, as folhas da sálvia contêm, além de antioxidantes, substâncias que inibem a absorção das gorduras pelo organismo e, assim, protegem as artérias.

De olhos bem abertos

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A insônia atrapalha a noite de um bocado de brasileiros. A boa notícia é que muitas vezes basta mudar alguns hábitos para dormir melhor
Obesidade, diabete, envelhecimento precoce, perda de memória. O que os males dessa lista assustadora têm em comum – além, claro, do fato de todo mundo querer distância deles? Pouca gente imagina, mas cada uma dessas doenças pode ser causada – ou agravada – pela insônia, distúrbio que afeta cerca de 40% da população brasileira. Toda essa gente conhece bem o que é custar a pegar no sono, acordar várias vezes durante a noite ou despertar cedo demais – e, pior, já cansado. As consequências acima vêm a médio e longo prazo, mas há outras tão graves quanto que são sentidas imediatamente. ”Dormir mal significa ter o dia seguinte prejudicado: a pessoa fica sonolenta, a atenção e os reflexos diminuem. Com isso, aumenta o risco de acidentes de trabalho e de trânsito”, diz a neurologista Elyéia Hannuch, membro da Associação Brasileira do Sono no Paraná.

Mas você já deve estar se perguntando o que, afinal, a insônia tem a ver com quilos a mais, taxa alta de açúcar no sangue e riscos à memória. Isso acontece porque, enquanto dormimos, o corpo trabalha: produz hormônios, como o do crescimento, e substâncias como a leptina, responsável pela sensação de saciedade. É também à noite que são produzidos os anti-oxidantes, espécie de super-herois que combatem os radicais livres causadores do envelhecimento. E aí entra um agravante: mesmo que a origem da insônia não seja o estresse, o insone fica estressado. A tensão, por sua vez, eleva os níveis de cortisol, o hormônio do estresse que também faz subir as taxas de açúcar no sangue, pois aumenta a resistência à insulina. Já as falhas de memória são consequência direta do fato de o sono não chegar à fase REM (da singla em inglês para Movimentos Rápidos dos Olhos). É nesse estágio de sono profundo que o cérebro processa as informações do dia, guarda o que é útil e descarta o resto.

Por tudo isso, uma ou outra noite mal dormida vá lá, mas quando a dificuldade de pregar o olho vira rotina, é hora de se preocupar e investigar o quê, afinal, está lhe tirando o sono. A causa pode ser genética ou hereditária. Porém, ao fazer o diagnóstico, os médicos costumam investigar também outros 80 possíveis distúrbios do sono, como a apneia – a respiração para de tempos em tempos – e a síndrome das pernas inquietas – os membros inferiores se mexem à revelia da pessoa. “Grande parte dos casos está relacionada com maus hábitos na hora de dormir, e uma boa higiene do sono resolve o problema”, diz a neurologista Elyéia. Por “higiene do sono” entenda-se: evitar qualquer atividade que possa fazer você fificar “fritando” no colchão, como encher a barriga, ficar vendo tevê ou navegando na internet até tarde.

Deu pra sentir que o diagnóstico é complexo? A escolha do tratamento também. Contar carneirinhos é folclore, mas para muita gente há alternativas que passam longe dos remédios tarja-preta. Uma delas é a suplementação de alguns aminoácidos diretamente envolvidos no mecanismo do sono, e que podem estar em falta. “O uso de aminoácidos e vitaminas quando indicados de acordo com a necessidade do paciente funcionam, sim, e muito bem”, afirma Mário Romano, médico homeopata da Associação Brasileira de Medicina Complementar. “Eles agem nos mediadores químicos cerebrais, como a serotonina e a dopamina, enviando mensagens ao cérebro para normalizar o sono”, esclarece. Um desses benfeitores é o ácido gama-aminobutírico, também chamado de Gaba. Responsável por diminuir a atividade cerebral, ele ajuda o cérebro a “desligar”.

Um estudo publicado em 2008 no Journal Sleep, da Associação Americana de Distúrbios do Sono, apontou que indivíduos que sofriam de insônia primária – tipo caracterizado pela demora em pegar no sono – tinham uma redução de 30% nos níveis do Gaba. O Gaba é fabricado pelo próprio organismo, mas sua síntese acontece sob o efeito da vitamina B6, um indicador de que cuidar da alimentação também pode ajudar. Outro aminoácido envolvido na produção de serotonina – neurotransmissor cuja falta está relacionada à ansiedade e outros transtornos do humor – é o L-triptofano, encontrado em alimentos ricos em proteínas como carne, peixes e laticínios.

Só que em alguns casos, que apenas os médicos podem determinar, não tem jeito: é preciso tomar remédio. A boa notícia é que cada vez menos os especialistas prescrevem os tais tarja-preta tão famosos há alguns anos. “Eles têm alto poder indutor de dependência e tolerância”, explica o biólogo Ricardo Tabach, pesquisador do Centro de Informações sobre Drogras Psicotrópicas da Universidade de São Paulo (Unifesp). “Também provocam uma série de efeitos colaterais, como amnésia anterógrada, [a pessoa esquece fatos recentes] dependência, síndrome de abstinência e prejuízo das funções psicomotoras. Por isso, seu custo-benefício é, por vezes, questionado”, completa.

Isso explica por que a ciência tem se voltado às investigações das plantas medicinais – e feito descobertas animadoras. A Valeriana officinalis é uma das mais estudadas. Seu poder de controlar os nervos, reduzir a ansiedade e induzir o sono deve-se à presença de um componente chamado ácido valerênico. “Alguns trabalhos indicam que seus compostos atuariam nos receptores de serotonina e Gaba”, explica Ricardo Tabach, da Unifesp. Nos medicamentos fitoterápicos destinados ao tratamento de insônia, a planta normalmente é usada em associação com outras de efeito semelhante, como o Húmulus lupulus (o lúpulo da cerveja), a Melissa officinalis (melissa) e a Passiflora incarnata (maracujá).

Essa última já é, aliás, muitíssimo usada pela indústria farmacêutica. “Ela contém flavonoides que também atuam no sistema nervoso central nos mesmos locais de ação dos medicamentos sintéticos, ou seja, nos receptores Gaba”, explica Tabach. Mas, ao contrário do que diz a cultura popular, não é o suco de maracujá – delicioso por sinal – que provoca sonolência e tranquilidade nas pessoas. É nas folhas que os flavonoides se concentram.

VALERIANA Ela tem a força
Em latim a palavra valeriana significa “ter força”. E olha que isso ela tem mesmo. Usada terapeuticamente desde os tempos greco-romanos, a valeriana tem efeito sedativo comparado, segundo alguns autores, aos efeitos de pequenas doses do benzodiazepínico Diazepam. Há também observações que indicam uma melhora da qualidade do sono na fase REM, importantíssima para a memória. Existem 150 espécies, mas apenas seis têm finalidade medicinal. Por isso, nada de sair colhendo a planta por aí. O exemplar do seu jardim pode não ser da espécie medicinal. Atualmente a valeriana é um dos fitomedicamentos mais prescritos pelos médicos, sendo recomendada para o tratamento de distúrbios do sono associados à ansiedade.

PASSIFLORA Pro dia nascer feliz
O gênero Passiflora possui cerca de 500 espécies, sendo a Passiflora incarnata uma das mais conhecidas. Descoberta em 1569 no Peru, foi introduzida na medicina em 1840, segundo o American Journal of Pharmacy. Entre os diversos usos da planta, destacam-se os efeitos ansiolíticos e sedativos, que têm sido confirmados emnumerosos trabalhos científicos. Um estudo americano descobriu que a passiflora tem efeito similar ao medicamento benzodiazepínico Oxazepam no tratamento da ansiedade, mas com menos efeitos colaterais no dia seguinte. Há poucos casos descritos de reações adversas como náuseas, vômitos, taquicardia e sonolência.

FAXINA NOS HÁBITOS  Os 10 mandamentos para uma boa noite de sono
1 Tenha um horário regular para dormir e despertar.
2 Vá para a cama somente na hora de dormir.
3 Cuide para que o quarto esteja livre de luz e barulho.
4 Não beba álcool perto da hora de dormir.
5 Não tome remédios para dormir sem orientação médica.
6 Não exagere no café, chá e refrigerante.
7 Atividade física é ótimo, mas não perto da hora de dormir.
8 Coma moderadamente no jantar e não deixe a refeição para muito tarde.
9 Tente não levar problemas para a cama.
10 Faça atividades relaxantes após o jantar, como meditar ou ouvir música suave.
Fonte: Associação Brasileira do Sono

Aliadas em tempos de estresse

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Algumas plantas têm o poder de acalmar, outras melhoram a concentração, por isso, são bem-vindas no corre-corre cotidiano
Que tal uma xícara de chá para aplacar os ânimos? A ação de ervas no sistema nervoso é conhecida há milhares de anos, mas a ciência não cansa de testar sua eficácia. Até a prosaica camomila aparece em pesquisas recentes, conforme destaca a nutricionista e fitoterapeuta Vanderlí Marchiori, de São Paulo. “Um trabalho recente da Universidade da Pennsylvania, nos Estados Unidos, mostra que a planta atenua a ansiedade”, revela.

Além de novos estudos, os pesquisadores ainda reservam um belo espaço para debater o tema, como aconteceu no VII Congresso Internacional de Nutrição Clínica Funcional,realizado em setembro, na capital paulista. A fitoterapia teve uma mesa redonda exclusiva para debates no evento.
Veja a seguir, algumas das mais eficazes ervas que afetam os humores e que foram mencionadas durante o congresso:

Hipérico (Hypericum perforatum)
Graças a uma soma de flavonoides e óleos essenciais, ele combate a depressão leve e moderada. “O hipérico ajuda a recuperar as terminações nervosas”, afirma a nutricionistaNatália Marques, que coordenou a mesa de discussões sobre fitoterapia no Congresso de Nutrição Clínica Funcional. Mas, quando usado sem orientação, pode interferir com medicamentos, inclusive os anticoncepcionais.

Ginkgo (Ginkgo biloba)
As sementes e folhas dessa espécie concentram terpenoides e flavonoides, uma dupla que age na circulação sanguínea do cérebro. “O ginkgo contribui para a concentração e a memória”, diz Vanderlí. Pesquisas apontam ainda sua eficácia contra zumbidos. Mas a especialista enfatiza que grávidas, diabéticos e hemofílicos não devem utilizar. E, outra vez, fica o recado: o uso só deve ser recomendado por médico, após uma análise criteriosa.

Maracujá doce (Passiflora alata curtis)
Atenção, aqui estamos falando das folhas da espécie e não do fruto. Elas concentram alcaloides e – outra vez! – flavonoides que têm efeito calmante. “A passiflora diminui a irritabilidade e afasta a insônia relacionada ao estresse”, explica Natália. Por causa de sua ação sedativa não é indicada para quem é sonolento ou tem a pressão baixa.

Kava-kava (Piper methysticum)
Estudos mostram que a planta é rica em compostos que agem no sistema nervoso e trazem tranquilidade, por isso a kava-kava ficou famosa por combater a agitação e a ansiedade, melhorando o sono. Mas ela não deve ser consumida por aqueles que têm problemas no fígado, já que algumas de suas substâncias podem danificar o órgão. Não custa reforçar a recomendação de ingerir somente com o aval do médico.

Romã (Punica granatum)
É uma soma de antioxidantes que a torna uma grande benfeitora do cérebro, daí ser chamada de “neuroprotetora” pelos especialistas. Há estudos que associam a romã à diminuição do risco de Alzheimer. “A planta tem diversos efeitos positivos na prevenção de doenças degenerativas”.

Ajuda na digestão

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Quatro plantas medicinais que socorrem quem passou da conta nas festas de fim de ano
Prevenir é sempre melhor do que remediar, já dizia sua mãe, sua avó e sua bisavó. O difícil é lembrar desse conselho quando é tempo de festa de fim de ano. Não há “beba ou coma com moderação” que vença o cheiro dos assados, o apelo das guloseimas e a tentação dos coqueteis. Felizmente, no reino vegetal o que não falta são espécies aliadas dos glutões. Há centenas! Quatro delas já foram consagradas por inúmeros estudos: alcachofra, espinheira-santa, boldo e sálvia. E aqui vai outra sábia recomendação: “É preciso usar na dosagem correta e evitar o abuso”, diz o médico carioca Alex Botsaris, membro da Associação Brasileira de Fitoterapia (Abfit). E isso vale mesmo se for só um chá.

Alcachofra: a Cynara scolymus L – este é seu nome científico – tem duas funções que ajudam o organismo a digerir gorduras e açúcares. “Ela é antiácida, ativa as enzimas digestivas e também protege as células do fígado”, diz o médico fitoterapeuta Luiz Carlos Leme Franco, de Curitiba. A principal responsável por esses benefícios é uma substância amarga chamada cinarina, o princípio ativo dos fitoterápicos à base da hortaliça. É ela que aumenta tanto a produção de bile no fígado quanto a liberação dessa substância pela vesícula biliar. Só para lembrar, esse líquido verde atua na digestão de gorduras e na absorção de nutrientes no intestino.

Espinheira-santa: foi o aspecto das folhas, dotadas de espinhos, que renderam à Maytenus ilicifolia seu nome popular. Desde o começo do século passado, a ciência vem comprovando os efeitos dos extratos da planta no tratamento da má-digestão e de úlceras. Estudos feitos recentemente na Universidade Federal do Paraná (UFPR) comprovaram que os principais responsáveis pela ação gastroprotetora são polissacarídeos (açúcares), substâncias com habilidade de se ligar à superfície da mucosa gástrica, atuando como uma camada protetora. As substâncias têm ainda outro poder: inibem a produção do suco gástrico e, por tabela, a acidez estomacal.

Boldo do chile: uma substância chamada boldina dá ao Peumus boldus a capacidade de aliviar encrencas digestivas. “O boldo age no fígado, aumentando a secreção de bile, melhorando também os sistemas desintoxicantes hepáticos”, explica o médico Alex Botsaris, membro da Associação Brasileira de Fitoterapia (Abfit). “A boldina também é analgésica e alivia dores abdominais”, completa. Botsaris faz uma ressalva: o boldo deve ser usado nas doses certas (de 3 g a 5 g em infusão). Em excesso, pode provocar náuseas, dor abdominal e vômitos.

Sálvia: Gases e cólicas digestivas? Pode contar com a salvia officinalis. “A sálvia contém tanshinonas, que têm efeito de relaxante muscular e regularizador da perisalse (o movimento que empurra os alimentos pelo tubo digestivo)”, explica Alex Botsaris. Já os óleos essenciais presentes na espécie estimulam as secreções digestivas, melhorando a qualidade da digestão.

Unha-de-gato

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Nativa da Amazônia, ela fortalece o sistema imunológico além de exibir propriedades anti-inflamatórias. Por isso, é investigada para tratar várias doenças
Por mais de 2000 anos, os índios que habitam a Amazônia peruana têm usado a Uncaria tomentosa como remédio para tratar males como gastrite, artrite e inflamações em geral. A planta, nativa da região, teria sido usada também pelos incas. Mas a espécie só foi descrita pela primeira vez no século 19 e, por causa de seus espinhos afiados, foi batizada popularmente de unha-de-gato.

Desde os anos 1970, seus poderes anti-inflamatórios e sua capacidade de fortalecer o sistema imunológico vêm sendo comprovados em laboratórios mundo afora e, hoje, a espécie é investigada não apenas no alívio de inflamações do reumatismo, uma de suas principais indicações. A Uncaria é citada também em estudos relacionados ao câncer, ao Mal de Alzheimer e à endometriose.

Mais de 50 princípios ativos já foram isolados da planta, mas o grupo que apresenta mais atividades farmacológicas é o dos alcaloides. “Eles possuem propriedades antivirais e estimulam a produção das células de defesa”, explica a farmacêutica Isanete Geraldine Biesk, estudiosa de plantas medicinais.
A presença dessa classe de substâncias pode explicar, por exemplo, os bons resultados obtidos em um ensaio clínico com a planta feito pela reumatologista Maria Cecília Cattai Anauate, de São Paulo. A médica comparou os efeitos da Uncaria com os da garra-do-diabo, outra espécie medicinal estudada por ela, em 40 pacientes com osteoartrite de coluna lombar – uma inflamação que afeta a cartilagem articular principalmente das mãos, da coluna e dos joelhos.

Por seis semanas, 20 pacientes tomaram um fitoterápico de unha-de-gato e 20 o medicamento da garra-do-diabo. “O resultado mostrou que todas as pacientes melhoraram da dor e nenhuma precisou de medicação de resgate, que é dada caso a dor não melhore com o fitoterápico”, explica Maria Cecília. Ela lembra que as contraindicações são as mesmas dos anti-inflamatórios em geral, que devem ser usados com cuidado, por exemplo, por quem tem pressão alta.

Outra pesquisa, esta do Instituto Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro, foi feita em 2008 e investigou se a unha-de-gato tem potencial para controlar os sintomas da dengue. Em laboratório, células de defesa do corpo contaminadas com o vírus da doença reagiram com um extrato da Uncaria tomentosa e o resultado foi a diminuição da produção de citocinas, proteínas de resposta inflamatória que deflagram queda da pressão arterial e hemorragia – as principais causas de morte por dengue.

O fitoterápico contra a dengue ainda não existe, mas a espécie tem dado origem a outros remédios. “A partir da Uncaria já estão sendo fabricados medicamentos para inflamações no trato urinário, gastrointestinais, hepáticas e ainda antivirais, sobretudo para pacientes deaids”, afirma Isanete. Há ainda os remédios usados para doenças reumáticas. Uma pesquisa, realizada no Departamento de Medicina Interna do Innsbruck University Hospital, na Áustria, comprovou a tradicional indicação para reumatismos.

Os cientistas testaram um extrato de Uncaria tomentosa em pacientes com artrite reumatoide por 52 semanas (cerca de um ano). Parte do grupo recebeu placebo. Por volta da 24a semana, ou seja, em aproxidamente seis meses, os pesquisadores observaram que na turma tratada com o extrato houve uma maior redução no número de juntas doloridas (em 53% contra 24% nos que tomaram o placebo).

A próxima da lista de males que poderão vir a ser tratadas com a unha-de-gato é aendometriose, doenças que causa cólicas menstruais fortes e infertilidade. O problema acontece porque o tecido que reveste o útero (endométrio) migra para outros órgãos, como ovários e intestinos, causando inflamações. No Ambulatório de Endometriose e Dor Pélvica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), um fitoterápico de unha-de-gato tem aliviado os sintomas da endometriose, o que levou os médicos a investigar melhor os efeitos do medicamento. Primeiro, eles testaram o fitoterápico em ratas e observaram uma redução de 60% nas inflamações. Agora o estudo está na fase clínica, ou seja, o medicamento está sendo testado em pacientes, e novos resultados devem ser divulgados em breve.

Cúrcuma | Aliada contra inflamações

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Pesquisadores ingleses e alemães estudam a ação da planta do tratamento da tendinite
A cúrcuma, planta também conhecida como açafrão, pode dar origem a um medicamento para tratar a tendinite. A descoberta veio de um estudo feito em conjunto por pesquisadores das universidades de Nottingham, na Inglaterra, e Ludwig Maximilians, na Alemanha. Eles perceberam que a mesma substância que dá ao tempero a cor amarela, a curcumina, inibe os mecanismos que deflagram as terríveis inflamações nos tendões. “A única alternativa hoje para tratar tendinite e artrite são os antiinflamatórios não esteroides, que são associados a efeitos colaterais como náusea, vômitos, dores de cabeça e fatiga”, diz Ali Mobasheri, coordenador da pesquisa. “A necessidade de novas alternativas é grande”, afirma.

Erva-doce | Remédio contra vírus

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Cientistas japoneses descobriram que a planta também tem potencial para tratar doenças infecciosas
A Pimpinella anisum, vulgo erva-doce, pode ser muito mais do que um chazinho para aliviarcólicas de bebês. Cientistas japoneses descobriram que a planta também tem potencial para tratar doenças infecciosas. Ao isolar três proteínas de um extrato das sementes, eles identificaram nelas o poder de estimular o sistema imunológico e combater os vírus da herpes e do sarampo.

Refresco contra a dor

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A hortelã-pimenta entrou na lista de fitoterápicos do SUS como remédio para tratar a Síndrome do Intestino Irritável. Mas a planta tem muitos outros poderes.
A hortelã-pimenta (Mentha x piperita L.) é a mais nova integrante da lista de fitoterápicos disponíveis no Sistema Único de Saúde, que agora oferece à população medicamentos à base de 12 plantas medicinais. Rica em vitamina C, a hortelã já é conhecida por dar uma força no alívio dos sintomas de gripes e resfriados, mas na relação do SUS ela aparece com a indicação para tratamento da Síndrome do Intestino Irritável (SII). Este problema afeta 10% dos brasileiros (a maior parte, mulheres) e tem como sintomas: dores abdominais, diarreia ou prisão de ventre.

A inclusão da hortelã na lista do SUS veio um ano depois da divulgação de um estudo, feito na Austrália, que comprovou pela primeira vez que a erva, de fato, alivia a dor dos pacientes com a síndrome. Pesquisadores da Universidade de Adelaide observaram que a Mentha x piperita L. ativa um canal anti-dor no cólon (parte do intestino grosso), reduzindo a sensibilidade das fibras intestinais. São elas que sofrem horrores quando a pessoa ingere, por exemplo, temperos como mostarda e pimenta. A descoberta, publicada no jornal Pain(Dor, em português) é o primeiro passo para determinar um novo tratamento para a síndrome, afirmaram os cientistas.

Na época da divulgação do estudo, os pesquisadores enfatizaram que o consumo de alimentos gordurosos e condimentados, além da ingestão de cafeína e de álcool, não é o único fator que explica o aparecimento da síndrome. “Parece haver uma ligação entre a SII e a ocorrência anterior de gastroenterite, o que deixa as fibras do intestino mais sensíveis”, disse o coordenador do estudo Stuart Brierley, especialista em dores do trato gastrointestinal. A gastroenterite é caracterizada por inflamações causadas por vírus, bactérias e parasitas que contaminam a água e os alimentos.

E aqui também a hortelã pode ajudar. A planta é dotada de um princípio ativo, chamado óxido de piperitenona, capaz de eliminar amebas e giardias, causadoras de dores de barriga, vômitos e diarreia. “A ação da hortelã como antiparasitário é conhecida no meio acadêmico pelo menos desde 1985, mas desde muito antes já era considerada pelo povo como boa para combater vermes”, afirma o agrônomo fitopatologista, Jean Kleber Abreu Mattos, professor da Universidade de Brasília. Em seus estudos, Mattos já atestou altas concentrações de óxido de piperitenona em três espécies: Mentha spicata, Mentha suaveolens e Mentha x villosa. Mas quem tem pressão baixa deve ter cuidado. “Estudos apontam o óxido de piperitenona como tendo uma possível ação vasodilatadora”, alerta Mattos. Diante das particularidades de cada pessoa, é indispensável conversar com um especialista antes de fazer uso da planta.

OUTRAS VARIEDADES PROMISSORAS

Hyptis crenata: esta é outra espécie de hortelã que pode virar remédio contra a dor. Pelo menos essa foi a conclusão preliminar de um estudo da pesquisadora brasileira Graciela Silva Rocha, pós-doutoranda pela Universidade de Newcastle, na Inglaterra. Em um experimento feito com ratos, a cientista observou que uma dose de chá de hortelã teve o mesmo efeito da endometacina – uma substância analgésica e anti-inflamatória.

Mentha spicata: sua ação antimicrobiana foi comprovada pela cirurgiã dentista Iza Teixeira Alves Peixoto, em sua tese de doutorado na Faculdade de Odontologia de Piracicaba. Ela descobriu que o óleo essencial da hortelã combate o fungo causador do “sapinho”.  E o melhor é que a Mentha não afetou o metabolismo das células epiteliais, agindo apenas no fungo. O estudo é importante porque várias pesquisas já demonstraram que a eficácia dos agentes antifúngicos usados atualmente, como o fluconazol, vem diminuindo devido à resistência microbiana.

LAVANDA | Cheirinho bom contra a dor

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Ela pode ajudar a reduzir o incômodo do pós-operatório

O óleo de lavanda pode ser um alívio para mulheres que passaram por cesariana e sofrem com dores após a operação. Isso é o que sugere um estudo feito por cientistas paquistaneses que investigaram os efeitos da essência em 200 mulheres. Por meio de uma máscara de oxigênio, metade delas inspirou o cheirinho de lavanda, enquanto a outra metade sentiu um outro aroma. As pacientes foram avaliadas 30 minutos, oito horas e 16 horas após a seção de aromaterapia. O grupo que recebeu o óleo essencial de lavanda relatou uma melhora significativa da dor em relação ao outro grupo. Na aromaterapia, o óleo de lavanda é tradicionalmente usado como calmante e para combater o estresse. Mas a ciência vem descobrindo outras aplicações para a planta. Em 2011, um estudo publicado no Journal of Medical Microbiology já havia indicado que a lavanda é um potente antifúngico e pode servir para tratar infecções na pele e nas unhas.